
Karl Blossfeldt (Alemanha, 1865-1932). Aesculus Parviflora.
De uma funda tristeza, esse quente do vento. Desabotoou a camisa que guardava o inchaço desassossegado do corpo. Ele assim, sem a cobertura, procura água. Mas aqui não chove e não tem previsão. Nem bacia. Rio é longe, mais ainda o mar. Aí vira bicho que rasteja lá pro canto escondido, no encontro do muro com as plantas cheias, onde é mais sombreado e fresco. Entredormente dirige os sonhos com oásis e outras frescuras pro deleite, enquanto escuta os cantos das crianças e os chamados dos outros. Hibernado, fingido de morto, sobrevive.
Um comentário:
Segue seco...
Postar um comentário