
Escuto sempre os passarinhos no meu quintal, pela manhã. E durante todo o dia. Tenho o suspiro certo guardado pro despertar. Da boca do estômago. Não costumo apegar-me aos humores. Saio pro sol já tão quente. A roupa molhada, torcida, estendida. Vejo que as ervas dos canteiros vão bem. Menos o orégano, preferido dos pardais. Produzo os cheiros que saem pela janela da cozinha. À tarde a casa recende aos panos ensolarados. Tem os insetos quando volto a fechar as janelas. O vento e a primeira estrela. O dia vai e me leva. Atenta. Aguardo.
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