
Pierre Verger (França, 1902-1996). Andalucía, 1935.
as solas dos pés sentem
a poeira do chão do quarto
granulado das palavras
caído como pó de pedra
fricção da minha língua
contra o muro da sua cara
e amanheceu alguma luz
transmutada pelos vãos da cortina
o quarto é o mesmo em seus pertences
outro sem a respiração azul
sem os cabelos curtos
e as mãos secas nos gestos
as solas dos pés sentem
o frio do assoalho
descem da cama em falso
cambaleio em retardo
dolorido por saber:
depois do café a boca vai sorrir
a poeira do chão do quarto
granulado das palavras
caído como pó de pedra
fricção da minha língua
contra o muro da sua cara
e amanheceu alguma luz
transmutada pelos vãos da cortina
o quarto é o mesmo em seus pertences
outro sem a respiração azul
sem os cabelos curtos
e as mãos secas nos gestos
as solas dos pés sentem
o frio do assoalho
descem da cama em falso
cambaleio em retardo
dolorido por saber:
depois do café a boca vai sorrir
Um comentário:
Nossa Pri! No meu quarto as palavras estão pelo chão e cortam, mas eu estou de botas então só as vejo.
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