
André Kertész (Budapeste, 1894-1985). Livro de Elisabeth.
quando escuto os seus pés
colando e soltando em estalidos
da madeira do chão
(soluços descalços)
quando abre a água do banho
sendo a chuva da casa no meio da tarde
forja o tempo preciso;
contrito
ultrapasso o trópico do corredor
colando e soltando em estalidos
da madeira do chão
(soluços descalços)
quando abre a água do banho
sendo a chuva da casa no meio da tarde
forja o tempo preciso;
contrito
ultrapasso o trópico do corredor
chego ao canto da sala junto à mesa
estendo o corpo no mosaico dos seus coloridos
pequenos pedaços da imaterialidade que é você
secreto te componho e me aposso:
seu mundo faz festa comigo.
estendo o corpo no mosaico dos seus coloridos
pequenos pedaços da imaterialidade que é você
secreto te componho e me aposso:
seu mundo faz festa comigo.
4 comentários:
Olá, gostei muito do seu blog. Ele é muito bom.
Parabéns!
Um abraço
"...seu mundo faz festa comigo."
puta frase!! Me encheu de delírio, assim que tem que ser um poema!
Jef
essa é a frase do filho.
mexo nas suas coisas,
seu mundo faz festa comigo.
igor tem sangue de poetas nas veias,esse sim puxou a mâe.
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