
André Kertész (Budapeste, 1894-1985). Rue Vavin, Paris.
Foi um baque. Só um. Pela janela a menina viu a semicúpula que cobria a cabeça. E o hálito quente do resto de respiração que vazava dela. Sentiu os rumores da casa nas palmas das mãos que seguravam o parapeito. Antes das vozes atingirem a rua era único o som do cansaço que chiava pelas pedras quentes.
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