
Foto: Manuel Álvarez Bravo (México, 1902-2002).
A dona Zeli enchia o espaço ao redor do orelhão com a sua boca sem dente algum, com seus pés bailarinos de desespero sem calçado algum. Dona Zeli era a protuberância do espaço de trânsito. Era o estável no seu desalento chorado à pinga. Fez o homem sério ao meu lado se mudar. Tentou antes algum olhar cúmplice comigo. Encontrou meu encanto desarmado borboleteando dona Zeli.
2 comentários:
Me lembrou um bêbado que exalava um cheiro de Zeli. Vinha perto de mim e não encontrava espaço. Até que recebeu seu olhar cúmplice, se aproximou e me disse: “você é bonita, mas ela é muito mais”.
rsrsrsrsrsrsrsrsrs
essa foi ótima!!!!
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