
Na sensação pouco reparada de distorção das sensibilidades imposta ao corpo e ao pensamento que acontece com certa freqüência em caminho feito diariamente, trocando os passos sem acompanhamento e sem importância, fazendo mentalmente as contas do mês, passou pelo velho cavado no centro de sua magreza, carregado das sacolas de lona suja. Foi arrancada da distância e jogada no meio da rua pela voz assobiada entre os dentes sobrantes: meu coração sente falta de alguma pessoa.
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